Nossa relação entre sentimentos e alimentação vai muito além de nutrir o corpo. Cada refeição carrega memórias, afetos e histórias que atravessam nossa vida. Às vezes, um prato simples nos remete à infância, ao cuidado de alguém ou a momentos de afeto compartilhados, despertando lembranças que podem ser suaves, reconfortantes ou até difíceis de nomear.
Como os sentimentos se refletem na alimentação
Quando os sentimentos não encontram espaço para serem expressos, eles frequentemente se manifestam no corpo — e a comida pode se tornar um canal para esses afetos. Desde bebês, a alimentação é uma das primeiras formas de cuidado que experimentamos, registrando-se como um espaço de afeto, vínculo e presença. Por isso, o modo como nos relacionamos com o alimento pode revelar muito sobre o que sentimos e, muitas vezes, sobre o que não conseguimos colocar em palavras.
Não é raro que, diante de angústias ou conflitos difíceis de nomear, os afetos encontrem saída por meio da alimentação ou da percepção do corpo. Para algumas pessoas, isso se manifesta no controle rígido sobre o que comem ou na preocupação excessiva com a aparência. Para outras, surge no excesso de comida, na dificuldade em se alimentar ou em padrões alimentares repetitivos. Essas formas de relação com a comida podem ser compreendidas como tentativas inconscientes de traduzir sentimentos não expressos em hábitos ou sintomas.
Por que a psicoterapia ajuda na relação entre sentimentos e alimentação
A psicoterapia oferece um espaço seguro para que esses afetos ganhem voz. Ao invés de se esgotarem no corpo ou na alimentação, eles podem ser acolhidos, pensados e elaborados. É um processo de alfabetização emocional, que permite reconhecer, nomear e refletir sobre os sentimentos que influenciam nossa relação com a comida. O que antes se repetia como um sintoma passa a ser compreendido em sua dimensão simbólica, fortalecendo escolhas, hábitos e ações conscientes.
Reconhecer essa relação entre sentimentos e alimentação ajuda a perceber padrões que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. Pequenas mudanças de percepção podem abrir espaço para compreender por que determinados alimentos ou momentos despertam emoções intensas, e como isso se conecta à nossa história afetiva.
Um material complementar para reflexão
Se esse tema despertou sua atenção, desenvolvi um e-book gratuito: “O que você sente quando come?”. Ele funciona como um complemento, trazendo reflexões e perguntas que ajudam a olhar para sua relação entre sentimentos e alimentação sob uma nova perspectiva — sem julgamentos, mas com curiosidade e abertura para compreender os afetos em jogo.
O objetivo é estimular a reflexão: perceber como os sentimentos aparecem em nossas escolhas alimentares e de que forma podem ser acolhidos de maneira mais consciente. É uma oportunidade de observar sua própria história emocional e como ela se conecta com algo tão cotidiano como comer.
Para continuar essa reflexão, explore o site ou agende um atendimento, e aprofunde a compreensão sobre como seus sentimentos influenciam suas escolhas diárias.




